segunda-feira, 29 de março de 2010

RESCALDO...




Tenho sede do teu beijo,

do teu corpo tenho fome.

Preciso aplacar o desejo

desse fogo que me consome.

Que me arde no peito,

que arde na carne.

Chama a queimar de um jeito,

incêndio que desvasta a cama,

que me invade.

Crepitar dos sussurros

que estalam em meus ouvidos,

Gemidos...Quase urros,

que excitam meus sentidos.

Mulher no cio

Que aguça a fera contida,

a render o brio,

à preguiça da fêmea esmorecida

na hora do cansaço,

à doce menina,

que deita no teu colo

e repousa em teus braços.


By Vânia Moraes



sábado, 6 de março de 2010

SAGRADOS SEGREDOS...





Os pensamentos de tristezas foram banidos
quando fui penetrada pela luz do teu olhar,
pedacinhos de desejos a me suplicarem
carinhos desmedidos,
beijos esfomeados,
truques de prazeres escondidos,
sonhos enlameados,
fantasiados,
enfeitiçados pelo poder da luxúria da ternura.

Fui vencida por seus encantos,
pela voracidade animal dos instintos,
pela selvageria do macho,
extasiada pelo vinho tinto.

Dei-me por vencida pelas batidas do teu coração
a gritar meu nome sedento por emoção.

Teu corpo ardia em desejos,
procurava meus beijos.

Lábios embriagados,
esmagados e tarados
à mercê de todos os pecados,
de todos os sagrados segredos da carne.



By Vânia Moraes

domingo, 7 de fevereiro de 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

TAÇA RUBRA EM FLOR...




O acalanto do murmúrio de tua voz,

povoa minha mente de fantasias

transfigurando emoções em gestos,

carícias, toques e delícias,

na bravia cavalgada em busca da paixão

além do controle e sem rédeas,

acossada pelo cavaleiro tesão.

O corpo arde em desejo,

molhado pelo suor

e adocicado pelo vinho tinto,

dessedentando tua língua voraz,

audaz na lambida...Sedenta e faminta,

excitante no silêncio da palavra rouca.

Banquete de tua fome,

cálice de tua sede,

meu sexo se abre em rubra flor...

eflúvio que esparge meu prazer na tua boca.



By Vânia Moraes


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

POSSE PERFEITA




Querendo o homem que ali estava,
eu era a fêmea
a ronronar,
a gemer,
a pedir em sussurros
alento para o meu prazer.

Roupas a deslizar.
À flor da pele
os sentidos
eriçavam os pêlos.

O cedo,
a seda
e a sede
confundiam-se
na dialética louca das palavras.

O cedo perdeu-se na exatidão do tempo,
era chegada a hora
de suplantar os instintos
na orgia feérica sobre a seda
para saciar a sede
numa posse perfeita.



By Vânia Moraes

quinta-feira, 26 de novembro de 2009





Feito amor


O desejo lambe os olhos,
irradia a ânsia de tomar posse.
Flamejantes...luminosos
entorpecem os sentidos
com a embriagues da volúpia...
centelha de paixão a arder
nos gestos incontidos.

A língua deita lambidas
por sobre a pele.
A saliva adentra os poros.
O cheiro dos sexos
aguça a libido.
Os seios arfantes bailam
na respiração ofegante.
O membro cresce na excitação irrefreável,
visionando o paraíso
com orgasmos livres e sem complexos.

À meia luz
reluz o suor
dos corpos que se dão
aos caprichos e as carícias
transfeitos em amor : convencional
oral
anal
seja como for.



Vânia Moraes

LIAMES DO DESTINO






Liames do destino


Nos liames do destino
te encontrei por acaso.
Sei que é quase um desatino
permanecer no teu caminho,
mas, ainda assim o faço.

Somos pedaços de vidas que se cruzaram,
que se embaralharam no carteado do tempo
onde a qualquer momento podem se perder.

Nos achamos no emaranhado
dos sentimentos confusos
e de fatos abstratos
no uso do jogos verbais.

O sorriso cativante?
A inteligência?
O som inefável da voz imaginária?
quem sabe?

Caça e caçador.
Homem e mulher.

Desejo desejado
a mercê da sedução algoz
que no olhar não cabe mais.



Vânia Moraes